quarta-feira, 26 de maio de 2010

Petrobras vale dez vezes o PIB da Bolívia


A Petrobras vale "dez Bolívias". Essa é a conclusão a que se pode chegar quando se compara o valor de mercado da Petrobras - R$ 220 bilhões em 2006, ou US$ 109 bilhões, segundo a cotação do dólar de sexta-feira (11) - com o Produto Interno Bruto (PIB) da Bolívia, que ficou pouco acima de US$ 10 bilhões no ano passado, considerado o método que leva em conta a taxa de câmbio do país.
Se for levado em consideração o PIB por "paridade de poder de compra", outro cálculo usado por instituições internacionais, a economia boliviana movimentou cerca de US$ 27 bilhões, ou cerca de um quarto do valor de mercado da Petrobras.

De acordo com analistas do mercado de petróleo e de relações internacionais, esses números mostram como a suposta perda financeira que a Petrobras teve ao vender as refinarias para o governo boliviano por US$ 112 milhões não deve atrapalhar a lucratividade da empresa.
A estatal anunciou lucro de R$ 4,13 bilhões no primeiro trimestre de 2007, uma queda de 38% em relação aos R$ 6,68 bilhões do mesmo período do ano passado. A participação da Bolívia neste resultado foi pequena: no país governado por Evo Morales, a Petrobras teve prejuízo de R$ 10 milhões nos primeiros três meses deste ano, ante lucro de R$ 36 milhões entre janeiro e março de 2006.
‘Troféu’
de acordo com o diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), Adriano Pires, as duas unidades da Petrobras na Bolívia tinham capacidade para refinar 40 mil barris de petróleo ao dia, apenas uma pequena fração dos 2,1 milhões de barris diários que a empresa produz. "Ou seja, mesmo que a Petrobras tenha mesmo tido um prejuízo de US$ 80 milhões (com a venda das refinarias), é uma coisa muito pequena", ressalta Pires, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Segundo o professor, a Bolívia precisava das refinarias como um "troféu" para exibir à população - e, para o Brasil, custou barato dar a vitória política para Evo Morales em troca da tranqüilidade no fornecimento do gás natural, do qual o país é altamente dependente. Atualmente, 50% da necessidade brasileira de gás é abastecida com o produto boliviano. "Dentro da confusão que foi criada, na qual o Brasil é refém da instabilidade política, foi o que podia ser feito", disse. "Para a Bolívia, é claro que esse valor representa muito."









Petrobras abrirá 9 mil vagas até 2013

A Petrobras prevê a abertura de 9 mil vagas até 2013. A informação é da gerente de planejamento e avaliação de recursos humanos da companhia, Mariângela Mundim.

Confira lista de concursos e oportunidades
Atualmente a empresa tem 55 mil funcionários, de acordo com Mariângela, e quer chegar a 64 mil em 2013.
A previsão de novas vagas está incluída no plano estratégico da empresa divulgado em janeiro deste ano, que prevê investimento de US$ 174,4 bilhões ao longo dos próximos cinco anos. As remunerações iniciais na Petrobras variam de R$ 2 mil a R$ 4,8 mil.
De acordo com Mariângela, a Petrobras está crescendo como um todo, não só na área de exploração, mas também na de refinarias, para onde deve ser destinada boa parte das vagas. De acordo com a gerente, para a área de pré-sal, serão deslocados funcionários experientes que já estão na companhia. “É um sistema complexo e novo”, diz.
No entanto, a gerente de RH não soube informar quando será aberto o próximo processo seletivo porque depende de definição de prioridades para a distribuição das vagas. Os funcionários trabalham na Petrobras sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Os cargos da Petrobras exigem nível médio-técnico e superior de escolaridade. Quem tem curso superior em tecnologia (os chamados tecnólogos) não podem prestar os processos seletivos. Só quem possui bacharelado pode entrar em cargos de nível superior.
A empresa justifica que “avalia que os profissionais com título de bacharel, por possuírem uma formação mais completa, são aqueles que atendem plenamente às exigências inerentes às atividades da Petrobras. O plano de cargos da Petrobras prevê a contratação de profissionais de nível médio e nível superior para preenchimento dos cargos, não inclui tecnólogos”.
A mão-de-obra que entra por concurso é absorvida em três grandes áreas da empresa. A parte de exploração e produção, que contempla as operações das plataformas e nos campos de petróleo, emprega técnicos que trabalham com perfuração de poços e fazem manutenção de equipamentos, por exemplo. No nível superior são contratados engenheiros de petróleo, geólogos, geofísicos e engenheiros de equipamento.







Petrobras encontra duas reservas de petróleo em um mesmo poço

terça-feira, 25 de maio de 2010

     A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (25) ter descoberto duas novas acumulações de óleo em reservatórios localizados na Bacia de Campos. As duas descobertas foram feitas com a escavação de um único poço: uma está na camada pós-sal e a outra, no pré-sal.

Nas estimativas da empresa, o volume total de óleo recuperável é de 65 milhões de barris.
     As descobertas foram feitas após a conclusão da perfuração do poço exploratório 6-BR-63A-RJS, na área de Barracuda, a cerca de 100 km da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de 860 metros. Segundo a companhia, uma das descobertas ocorreu em reservatórios carbonáticos do pré-sal e está localizada a 4.340 metros de profundidade.
     "Estimativas preliminares indicam a presença de óleo leve (28º API), com volumes recuperáveis de aproximadamente 40 milhões de barris, em reservatórios com boa produtividade, confirmada pelos testes realizados", ressaltou a Petrobras, em comunicado divulgado ao mercado.
     A outra descoberta foi uma acumulação de óleo em reservatórios arenosos do pós-sal, que já apresentam histórico de produção na área de Barracuda. Estima-se que o volume de óleo recuperável nessa acumulação seja de 25 milhões de barris.
     A Petrobras informou ainda que estuda a possibilidade de interligar o poço 6-BR-63A-RJS à Plataforma P-43, que já opera no Campo de Barracuda.